tentando escrever.
eu pude ouvir o tilintar do meu coração se partindo.
eram tantos pedaços que eu não fazia ideia do quão grande era. um após o outro, caindo como cascata e eu, sem saber o que fazer, assisti de camarote tudo isso acontecer.
particularmente, eu realmente acreditava que não haveria como isso acontecer novamente, afinal, eu já havia passado por tantas que me tornei especialista em sorrir e acenar quando a vontade era de gritar. meu coração acompanhou o mesmo ritmo que o meu fingimento, mas acho que dessa vez, transbordou.
tudo começou com um "você é linda". tá, tudo bem, a vaidade não deveria ser um motivo plausível pra que eu me encantasse. mas você já reparou como estão os homens hoje em dia?! um elogio é como ganhar na megasena masculina. eu me sentia sortuda. não era só o elogio, era o jeito que me olhava, o jeito que sorria quando me ouvia falar, o jeito que amava ver meu rosto ao acordar sem nenhum resquício de maquiagem, o jeito que fazia planos para um futuro que não aconteceu.
um dia qualquer, como hoje, como ontem, recebi aquela mensagem "precisamos conversar". eu sabia que ia acontecer alguma coisa ruim. eu já havia passado por aquilo antes. e num piscar de olhos, eu, no patamar de mulher mais incrível do mundo, passei a ser a mulher mais sem sal, sem perspectiva, sem graça da galáxia. ao que parece, outra pessoa pegou o meu posto e a queda, meus amigos, foi dilaceradora.


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